terça-feira, 6 de agosto de 2013

O AUMENTO DO RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS NA IDADE ADULTA PODE VIR DE OBESIDADE NA INFÂNCIA, JUVENTUDE E ADOLESCÊNCIA; ENDOCRINOLOGISTA, NEUROENDOCRINOLOGISTA – DR. JOÃO SANTOS CAIO JR. ET DRA. HENRIQUETA V. CAIO.

 A obesidade é uma doença que constitui um importante fator de risco para o aparecimento, desenvolvimento e agravamento de outras doenças. A obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afetar a saúde. O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia despendida. Os fatores que determinam este desequilíbrio são complexos e incluem fatores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais. Este desequilíbrio tende a perpetuar-se, pelo que a obesidade é uma doença crônica. O aumento da prevalência de obesidade e consequente aumento do risco de desenvolvimento de doenças crônicas na idade adulta, que lhe está associado, devem ser rigorosamente monitorizados. Para a monitorização do excesso de peso e da obesidade podemos recorrer a medidas antropométricas, como o peso, a altura, o perímetro cefálico, o perímetro braquial e a circunferência abdominal. Estas medidas têm sido amplamente utilizadas e constituem um método relativamente fácil, não invasivo, reproduzível e de custos reduzidos para determinar a proporção, o tamanho e a composição corporal de cada indivíduo. Uma boa maneira de decidir se o seu peso é saudável para sua altura é descobrir seu índice de massa corporal (IMC = Peso em kg / Altura em m²). Você e seu médico podem usar o seu IMC para estimar a quantidade de gordura corporal que você tem.

Ser obeso coloca o coração sob pressão aumentada e pode levar a sérios problemas de saúde. Estes problemas incluem: 


*Doença cardíaca
*Pressão alta
*A apnéia do sono
*Diabetes tipo 2
*Varizes
*AVC

Seu IMC calcula o quanto você deve pesar, com base em sua altura. 
O IMC nem sempre é a melhor maneira de decidir se você precisa perder peso. Se você tem mais ou menos músculos do que o normal, o seu IMC não pode ser uma medida perfeita da quantidade de gordura corporal que você tem: 

*Construtores de corpo: porque o músculo pesa mais que gordura, as pessoas que são mais musculosas podem ter um IMC elevado.
*Idosos: nos idosos muitas vezes é melhor ter um IMC entre 25 e 27 kg/m², em vez de menor que 25 kg/m². Se você tiver mais de 65 anos, por exemplo, um IMC um pouco maior pode ajudar a protegê-lo de enfraquecimento dos ossos (osteoporose).
*Crianças: embora um número alarmante de crianças seja obesa, não use este cálculo de IMC para avaliar uma criança. Fale com o médico do seu filho sobre o peso adequado para a idade dele.

Nos estudos epidemiológicos em adultos, o excesso de peso e a obesidade são definidos diretamente através dos valores do IMC. Nas crianças e adolescentes são definidos com base nos percentis do IMC. O IMC é um método aplicado universalmente, barato, não invasivo, de simples utilização e constitui uma boa medida para avaliar o excesso de peso e a obesidade. 

O IMC aumenta de modo gradual na infância, diminui durante a idade pré-escolar e aumenta novamente na adolescência. Por esta razão, o IMC das crianças e dos adolescentes tem de ser avaliado com recurso e valores de referência em função da idade e do sexo. Outra medida para avaliar a obesidade é a circunferência abdominal (CA), que não está diretamente relacionada com a altura dos indivíduos, mas correlaciona-se com a quantidade de gordura intra-abdominal. Podemos também avaliar a obesidade através da relação cintura/quadril (R = C/Q) importante no diagnóstico de obesidade andróide e, consequentemente, na avaliação do risco de ocorrência de certas doenças. Baseando-nos em características morfológicas, existem dois tipos de obesidade: Obesidade andróide, abdominal ou visceral – quando a gordura se distribui principalmente no abdômen e está presente, sobretudo no sexo masculino; e Obesidade do tipo ginóide – quando a gordura se distribui, principalmente, na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas, característica do sexo feminino. 
A obesidade andróide está associada a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2, à dislipidemia e a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como à síndrome do ovário policístico e à disfunção endotelial (ou seja deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal e não da gordura total do corpo. A obesidade ginóide está associada, sobretudo, a alterações circulatórias e hormonais. Para conseguir essa diminuição da massa gordurosa é necessário um balanço energético negativo, condição na qual o gasto supera o consumo de energia, pois os estoques de energia do organismo são consumidos para sustentar processos metabólicos, levando à perda de peso. Uma alimentação equilibrada na adolescência é uma estratégia de prevenção, pois estabelece e reforça os hábitos alimentares para toda a vida.

AUTORES PROSPECTIVOS

Dr. João Santos Caio Jr. 
Endocrinologia – Neuroendocrinologista
CRM 20611

Dra. Henriqueta V. Caio 
Endocrinologista – Medicina Interna
CRM 28930


Como Saber Mais:
1. Quais são as consequências da obesidade andróide, abdominal ou visceral...
http://controladaobesidade.blogspot.com

2. A obesidade andróide está associada a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidemia...
http://colesteroltriglicerides.blogspot.com

3. A obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afetar a saúde...
http://nutricaocontrolada.blogspot.com

AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.


Referências Bibliográficas:
Prof. Dr. João Santos Caio Jr, Endocrinologista, Neuroendocrinologista, Dra. Henriqueta Verlangieri Caio, Endocrinologista, Medicina Interna – Van Der Häägen Brazil, São Paulo, Brasil; Pereira B.; Condessa I.; Carvalho G. S.; Cunha C.; Pereira V. Actas do Vº Seminário Internacional/IIº Ibero Americano de Educação Física, Lazer e Saúde, Maio, 2009. 

Contato:
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